sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Homem - Aranha 3

"Emo-herói a procura de vingança”, é essa afirmação que resume o novo filme do aracnídeo. O filme tem inicio como todos os outros da série, “contando” a história através das teias. Sem muita embolação, a apresentação dos personagens é feita em três falas e já começa a ação do filme. Nesse novo longa, vemos um Peter Parker (Tobey Maguire) mais feliz e satisfeito, com a vida em ordem, mas, como em todo filme, as coisas começam a desandar. Às vésperas de pedir Mary Jane (Kirsten Dunst) em casamento, Parker se depara com uma gosma preta alienígena, que precisa de um hospedeiro. Paralelos a isso, dois novos “vilãos” surgem, como o Homem Areia, que é um fugitivo da polícia, tentando ajudar sua filha doente, mas acaba se envolvendo em um acidente e tem as suas moléculas modificadas, podendo assim, se juntar ao pó. Temos também o Duende Verde “Junior”, Harry Osborn (James Franco), que jurou vingança ao seu amigo desde o primeiro filme.Um filme que antes mesmo de estrear era tido como “o melhor filme dos últimos tempos”, chega às telas com um grande desafio, não decepcionar o público. Infelizmente, o público comercial (aqueles que gostam de bons filmes), saem do cinema com uma sensação ruim quanto ao filme, já os fãs de quadrinhos, saem felizes, e tem todos os motivos para isso, como a aparição, mesmo que pequena, de Gwen Stacey (Bryce Dallas Howard) e de Venom (Topher Grace). Todo filme do Homem-Aranha é interligado por alguns fatos, exceto pelos vilões, que não tem ligação nenhuma, aparentemente, e isso nos deixa sempre com um gosto de quero mais ao final da história.“Homem-Aranha 3” tem tudo para agradar a todos, ótimas cenas de ação, uma pitada de romance “impossível”, uma dose de crise psicológica e, claro, muito efeito especial. Mas uma coisa não se saiu bem no filme, o excesso. É muita “história”, pra pouco filme, se é que me entendem. Três vilões para o aracnídeo lutar, dois amores de uma só vez, e uma fase emo para superar. Sem sentido nenhum na história, o diretor resolveu, por assim dizer, acrescentar o lado emo do personagem, com direito a figurino e tudo. Um sujeito que começa feliz da vida no inicio do filme, fica depressivo e vingativo, tudo graças ao seu novo traje preto, levando ele a estragar de vez seu romance, quase perder as suas batalhas, e por fim fazer surgir um novo vilão. São muitos personagens em cena, e surgem sem muitas explicações, e desaparecem também. A família Stacey surge sem motivo aparente e não contribui em muita coisa, apenas para abalar o romance dos protagonistas, onde a mocinha, no estilo mais mexicano, procura o dark rival de seu ex-namorado e parece se interessar por ele. E falando em rival, os vilões desse filme não parecem ser tão perigosos, talvez por isso colocaram tantos.Resumindo o filme é bom, não chega a ser ótimo por esses defeitos, mas encanta a quem for ver. È um longa pra toda a família, e que agrada a todos os gêneros.
Ronaldo Moura

Tropa de Elite

Não vou falar do roteiro, nem dos atores, nem de qualquer aspecto técnico do filme, pois não faz sentido abordá-los quando a mídia defende que a versão pirata (sim, foi esta que assisti!) não é a "versão final".O filme extrapola tais limites; por estar em contato íntimo com a realidade do Rio de Janeiro, e, em última instância de todo o Brasil, é impossível não compreendê-lo como sendo quase uma obra documental.Estamos diante de dois panoramas: o primeiro, da vida na favela, das relações de dominação do narcotráfico, da corrupção policial, da guerra urbana, do medo cotidiano do brasileiro, da classe média supostamente esclarecida no olho do furacão; o segundo, da crise dos direitos autorais e a invasão da pirataria."Tropa de Elite" toca num nervo exposto da sociedade brasileira, e o primeiro alvo é o espectador. Quem não conhece (ou não é) um usuário de maconha, crack ou cocaína que atire a primeira pedra!O narcotráfico está no mesmo patamar da prostituição, do jogo do bicho, e da própria pirataria; só existe porque existem consumidores/jogadores/clientes. Um não existe sem o outro, e enquanto houver a hipocrisia (e o interesse) de criminalizar o narcotraficante e não o usuário, dificilmente se resolveria o problema.Aliás, problemas é o que não falta no país do samba e futebol, pois, para solucionar um pepino, seria necessário solucionar outros, numa cadeia interminável de soluções impraticáveis numa terra onde tudo é permitido.A inversão de valores é tão gritante que chegamos a torcer para que o policial do BOPE espanque o traficante, legitimando até aquilo que seria mais abominável ao homem ocidental: a tortura.E assim o ciclo de problemas se reinicia, ao coagir a população, a polícia utiliza meios criminosos para resolver o crime, numa relação de ódio e medo que nunca se extingue.Este é o nosso país, no qual a única consciência política é uma turminha se reunir e vestir uma camiseta onde está escrito: CANSEI!Por outro lado, o filme acabou sendo alvo daquilo que critica. Não é novidade que boa parte dos artigos piratas são fachada para o crime organizado. Talvez "Tropa de Elite" seja o filme com maior audiência antes da estréia da História. Todo mundo queria saber da trama sobre a polícia odiada por todos, tanto pelo malandrinho da favela quanto pelo policial corrupto.É inegável que, nos próximos anos, haverá uma revisão no conceito de direito autoral. Novas formas de remunerar o produtor terão de ser criadas se não quisermos assistir a uma crise na indústria cultural.O tempo no qual apenas a classe alta e média tinha acesso a certas modalidades da cultura de massas, como o cinema, o DVD, o CD e o livro está chegando ao fim. Nas ruas, encontra-se todos os sons e filmes mais badalados; na internet, a febre dos MP3, do downloads de livros, ou seja, ou a indústria cultural se renova, ou definha. Não é o tipo de processo que pode ser detido e quando fenômenos como o de "Tropa de Elite" ocorrem, temos a certeza de que a situação está crítica.E é curioso que um simples filme sobre uma divisão da polícia militar possa causar tais reflexões. Na verdade, "Tropa de Elite" sugere bem mais, desde da microfísica do poder de Foucault até sobre pseudo-filantropia. Cada espectador encontrará uma parte de seu mundo no filme e, se não se sentir atingido por alguma das críticas feitas por ele, é porque é mais alienado do que pensa.
Janda Nayara

Harry Potter e a Ordem da Fênix

Em 1997 foi lançado um dos maiores fenômenos da leitura mundial: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, e quatro anos depois, a adaptação do livro chegava ao cinema, dando início a uma franquia de sucesso. Dez anos mais tarde é lançado o quinto filme de Harry Potter, intitulado “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. Apesar de ser o quinto da franquia, uma coisa posso assegurar-lhes: ele consegue superar o original.Já é comum sempre que lança um dos filmes do mago, o novo superar o anterior, mas com esse é diferente. Ele continua superando o original, mas não fica muito a frente do “Harry Potter e o Cálice de Fogo”. Nesse novo longa, ainda temos aquele clima meio sombrio dos dois últimos, com cortes brutos e cenas curtas, dando noção de urgência em tudo, afinal de contas, o Lorde das Trevas retornou. A magia e encantamento parece ter ido embora, mas após quatro filmes seria difícil ficar maravilhado com cada elemento mágico que aparecesse, é por isso talvez que cada vez mais achamos que nos filmes faltam magias, mas lhe garanto que tem.




Após os incidentes do último filme, Dumbledore e Harry Potter tentam avisar ao mundo bruxo que o Lord Voldemort voltou. O Ministério da Magia se opõe aos fatos e nega todas as versões dadas pelo diretor e aluno. Surge então Dolores Umbridge, subsecretária sênior do ministro Cornélio Fudge, e nomeada nova professora de Defesa Contra as Artes das Trevas. Dolores se assegura de que o Ministério da Magia interfira em todos os campos em Hogwarts, escola de magia e bruxaria. Logo a simples professora se torna Alta Inquisidora, podendo fazer leis e expulsando alunos e professores. Com as novas leis, Harry e seus amigos se vêem obrigados a montar uma equipe para treinar feitiços, se intitulando a Armada de Dumbledore, mas Harry tem um problema maior nas mãos, pois o lorde das trevas consegue ler seus pensamentos e está a procura de algo para derrotá-lo.Dirigido por David Yates, diretor que basicamente se limitou a trabalhos na tevê, teve um grande desafio, transformar o pior livro da série, até agora, em um bom filme. Com experiência no campo político, não foi difícil para o diretor manter um clima de briga entre os superiores do mundo bruxo, dando mais veracidade a história. Com passagens do livro beiram a verdadeira tirania, como uma das leis de Dolores Umbridge, onde um aluno deve se encontrar afastado do outro por no mínimo 30 cm, ou até mesmo os anúncios no rádio de ministro em pessoa, lembrando a era Hitler.Pouca história e muitos efeitos é o que resume esse filme. A história principal não é definida ao longo das duas horas e 20 minutos. São muitas histórias paralelas, assim como em todos os filmes, e muitas delas tiram a atenção de um problema maior, que é o retorno de Voldemort. O filme em alguns momentos, chega a lembrar filmes de arte europeu, como a fuga no inicio do filme, com uma câmera trêmula, e cortes rápidos, fugindo do padrão mágico de Harry Potter. Mas isso é bom, porque cada diretor que fez o filme deixou sua marca no mesmo, e é isso o mais interessante de tudo, as várias visões de um mesmo “mundo”.Não há como negar que o trabalho dos atores nesse filme está bem mais desenvolvido, principalmente o do trio mirim. Daniel Radcliffe (Harry) se concentra em fazer um herói na adolescência, com todos os problemas normais e mais aqueles do mundo bruxo. Se torna um jovem com o emocional abalado que tenta desesperadamente achar o seu lugar dentro da sociedade. Rupert Grint e Emma Watson, Rony e Hermione, são dois atores que parecem ter entrado no personagem e não saído mais, eles já têm a cara do livro e da história, a segunda um pouco mais, talvez pelas atuações exageradas que tem feito ao longo da série. A novata nos filmes Imelda Staunton (Dolores Umbrigde) consegue dar ao personagem toda a ganância que era necessária, com um sorriso sempre no rosto ela dá a idéia de que tudo o que faz é para um bem maior (já vi isso antes). Os atores secundários também estão todos lá, como Alan Rickman, Michael Gambon, Maggie Smith, Emma Thompson e companhia limitada, executando um ótimo trabalho.Por incrível que pareça, o maior livro se tornou o menor filme. Talvez por isso ele se tornou mais fácil de ver. Logicamente, ouso afirmar, que mais de 65% do livro não foi levado às telas, o que dificulta o entendimento daqueles que apenas vêem o filme, podendo ficar de fora de algumas subtramas curiosas, como as políticas. Mas se o filme despertar o interesse do leitor, como aconteceu com o primeiro filme, já está valendo. Um bom filme, com um bom elenco, com bons efeitos especiais e uma história mediana... Ou seja sucesso... hehehe.
Pedro Rabelo

A Vida de David Gale

Ambientado no Texas, o filme conta a história do professor David Gale (Kevin Spacey) que é condenado a morte por estuprar e matar a colega Constance (Laura Linney). A jornalista Bitsey Bloom (Kate Winslet), após conseguir três entrevistas com o professor começa a descobrir o outro lado da história, aonde o professor afirma ser um ativista contra a pena de morte e alega inocência. Bitsey, acreditando na inocência do professor começa uma arriscada investigação para tentar inocentar o professor, mas o tempo é curto, pois a execução já está próxima.

A direção do filme ficou por conta de Alan Parker (The Commitments - Loucos Pela Fama e Evita) e conto com forte elenco, com as atuações de Kevin Spacey, Kate Winslet e Laura Linney. O filme faz grandes críticas a justiça do estado do Texas, aonde tem o maior numero de execuções no país, e é um suspense sobre a possibilidade de manipulação dos códigos penais.

Renato Braga

A Casa dos Espiritos

O filme tem uma produção em estilo novelão, o que necessariamente não deprecia a obra. O filme procura abordar as profundas transformações políticas, econômicas e sociais sofridas pelo Chile no século XX, pela figura de Esteban Trueba, interpretado de forma competente por Jeremy Irons: um homem humilde, sem dinheiro, que viu a prosperidade advindo da exploração da terra, o loteamento político exercido por uma aristocracia machista e conservadora e, por último, as formas de resistência surgidas desse processo, na figura de Pedro, papel feito por Antonio Banderas. Filho de camponês, o jovem Pedro é uma figura imponente, pode-se até dizer que ele seria o salvador da pátria dos mais humildes, os empregados do carrasco latifundiário. Essa foi uma realidade vivida não apenas no Chile, mas em toda a socidade sul-americana. Outro ponto que também chama a atenção é renegação do filho bastardo de Esteban, o que configura a estratificação familiar.
O filme procura evitar maniqueísmos, embora evidencie a vitimização das relações pessoais ocorridas como conseqüência do embrutecimento exercido por tal aristocracia. Perversa mesma é a ditadura implantada por Pinochet, que leva de roldão tanto a esquerda festiva, quanto a mesma aristocracia narrada na obra. Melhor seria se o filme fosse falado em espanhol, isso daria um toque a mais de realidade a trama. Suas abordagens políticas e sociais tendem a agradar a uma platéia mais cult, já seu contexto familiar tende a agradar um público mais sensível à questões pessoais, que de alguma forma, possuem preocupações com igualdade entre os sexos e a necessidade da estruturação familiar.
Luis Gustavo

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Shrek Terceiro

Mais uma sátira aos grandes contos de fadas entra em cartaz com o filme Encantada. Que conta a historia de Giselle (Amy Adams) que vive em um mundo mágico de conto de fadas chamado Andalasia e deseja encontrar o amor verdadeiro. Depois de um sonho revelador, a bela jovem sabe exatamente como será o seu principe encantado. Durante o ataque de um ogro, Giselle é salva por um belo rapaz, o príncipe Edward (James Marsden), o mesmo que apareceu em seu sonho. Imediatamente, eles decidem casar, porém Edward possui uma madrasta que não quer perder o trono e o poder.

Para impedir o casamento, a rainha e bruxa Narissa (Susan Sarandon) envia a garota para o mundo real, lugar onde os amores verdadeiros não existem. Em Nova York, Giselle passa por momentos difíceis até encontrar o advogado divorciado Robert Philip (Patrick Dempsey) e sua filha Morgan (Rachel Covey). Cético e racional, Robert acha que Giselle é louca e precisa de ajuda, mas sua filha acredita que a jovem seja mesmo uma princesa de um universo encantado. Giselle não se deixa abater e acredita que seu príncipe vira salvá-la. Enquanto isso, terá de se adaptar a um mundo completamente desconhecido e perturbador.

Um bom passa tempo para as férias mas não passa disso.


Daniela Machado

Encantada

Mais uma sátira aos grandes contos de fadas entra em cartaz com o filme Encantada. Que conta a historia de Giselle (Amy Adams) que vive em um mundo mágico de conto de fadas chamado Andalasia e deseja encontrar o amor verdadeiro. Depois de um sonho revelador, a bela jovem sabe exatamente como será o seu principe encantado. Durante o ataque de um ogro, Giselle é salva por um belo rapaz, o príncipe Edward (James Marsden), o mesmo que apareceu em seu sonho. Imediatamente, eles decidem casar, porém Edward possui uma madrasta que não quer perder o trono e o poder.

Para impedir o casamento, a rainha e bruxa Narissa (Susan Sarandon) envia a garota para o mundo real, lugar onde os amores verdadeiros não existem. Em Nova York, Giselle passa por momentos difíceis até encontrar o advogado divorciado Robert Philip (Patrick Dempsey) e sua filha Morgan (Rachel Covey). Cético e racional, Robert acha que Giselle é louca e precisa de ajuda, mas sua filha acredita que a jovem seja mesmo uma princesa de um universo encantado. Giselle não se deixa abater e acredita que seu príncipe vira salvá-la. Enquanto isso, terá de se adaptar a um mundo completamente desconhecido e perturbador.

Um bom passa tempo para as férias mas não passa disso.

Eliane Andrade

As Crônicas de Nárnia

O Filme As Crônicas de Nárnia – O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa foi inspirado no livro de mesmo título que é o primeiro a compor a série das sete Crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis (Clive Staples Lewis).

C. S. Lewis nasceu na Irlanda, em 1898, e cresceu numa casa com uma valiosa biblioteca de livros clássicos. Ele não era um escritor apenas infantil: em 1940 publicou um estudo filosófico (The Problem of Pain), em 1942 um estudo antropológico em forma literária (Screwtape Letters), em 1943 uma ficção científica (Perelandra), em 1947 um estudo teológico (Miracles), e uma crítica literária (The Discarded Image) em 1964, dentre tantos.

Em 1950 publicou O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa. Inicialmente, não tinha a intenção de criar uma série, mas logo depois escreveu outros livros retomando aspectos do primeiro livro. A ordem de publicação foi O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, Príncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada, A Cadeira de Prata, O Cavalo e seu Menino, O Sobrinho do Mágico e A Última Batalha, mas C. S. Lewis recomendou que os livros fossem lidos na seguinte ordem: O Sobrinho do Mágico, O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, O Cavalo e seu Menino, Príncipe Caspian, A Viagem do Peregrino da Alvorada, A Cadeira de Prata e A Última Batalha, pois assim as estórias se complementam cronologicamente; e só há um personagem que está em todos os livros da série: Aslan (leão, em turco).

Estas obras são relativamente pouco conhecidas no Brasil, mas no exterior As Crônicas de Nárnia venderam mais de 100 milhões de exemplares, e após o lançamento do último livro da série o autor ganhou o prêmio Carnegie pelo conjunto da obra como o melhor livro infantil em inglês.

C.S. Lewis já nasceu num lar protestante e um durante toda sua vida foi um grande estudante da Bíblia, e os que são habituados com os preceitos cristãos podem perceber claramente que nas Crônicas de Nárnia há muitas analogias e representações bíblicas. Mas não há apenas desse gênero: por exemplo, o lorde Digory Kirke, assim como C. S. Lewis, é um velho professor de latim que recebeu crianças em sua casa de campo durante a Segunda Guerra Mundial.

O Leão, A Feiticeira e o Guarda-Roupa, juntamente com os outros três primeiros livros a serem publicados, foi lançado na TV pela BBC de Londres no final da década de 80 e não foi um grande sucesso; mas no cinema com esse lançamento da Disney em parceria com a Walden Media, foram arrecadados mais 600 milhões de dólares no primeiro mês, e o lançamento mundial do próximo filme, Príncipe Caspian, está previsto para o dia 27 de junho de 2008, mas o trailer do filme já poderá ser visto a partir desta sexta-feira, 7 de dezembro, nos cinemas e já está sendo exibido pelo Disney Channel e MTV.
Khayte Profeta

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

DiCaprio narrar o documentário “A Última Hora”

“A Última Hora”, é um documentário produzido pelo ator norte-americano Leonardo DiCaprio e supervisionado pelas diretoras Leila Conners Petersen e Nadia Conners. O filme traz depoimentos de renomados especialistas preocupados com as causas sociais. No vídeo, os entrevistados falam sobre suas conclusões a respeito dos problemas ambientais, isto é, as causas e conseqüências das mudanças climáticas e do consumismo.

As entrevistas se desenrolam com análises de soluções para melhorar o meio ambiente. As reflexões do elenco faz o público lembra de acontecimentos recentes, como exemplo, a tragédia em Nova Orleans (EUA).

As imagens reais e fictícias – animações computadorizadas de veículos biocombustíveis, casas com iluminações solares, entre outras -, são planos de fundo para os argumentos dos especialistas e para a narração de DiCaprio. As cenas mostradas, na maior parte do documentário, são registros de catástrofes americanas, como muitas imagens da inundação de Nova Orleans.

O ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev, o cientista Stephen Hawking, William McDonough e Bruce Mau estão entre os principais especialitas. O ator hollywodiano Leonardo DiCaprio faz a narração e aparece em alguns momentos do filme, diferentemente da atuação na super produção Titanic.

O documentário partiu de uma idéia do ator DiCaprio e é semelhante com o trabalho de Al Gore, no filme “Uma Verdade Inconveniente”, ganhador de dois Oscar. Ao contrario de Al Gore, que era o protagonista da própria produção, em “A Últim Hora” o roteirista DiCaprio preferiu aparecer somente como coadjuvante.

Ficha técnica:

A última hora. EUA, 2007 – 95 minutos.
Documentário.
Direção de Leila Conners Petersen e Nadia Conners.
Roteiro: Leila Petersen, Nadia Conners e Leonardo DiCaprio.

Nielton Santos.
Acadêmico de Jornalismo
FASAM